Turbinando sua carreira através do LinkedIn e com a head do LinkedIn

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O Vamos Subir, startup social que ajuda jovens no início de carreira a ter sucesso a partir de sua mudança comportamental, realizou live em setembro de 2020, com Ana Cláudia Plihal, head de soluções de talentos para o LinkedIn no Brasil. 

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Ana Claudia Plihal, Head de Soluções de Talentos do LinkedIn

Segundo Ana Cláudia Plihal, o LinkedIn no Brasil, atualmente, já são mais de 45 milhões de usuários. No mundo, são 706 milhões de usuários. O Brasil, hoje, é quarto maior em número de usuários no mundo.

Ana Plihal atuou em diferentes áreas, e se declara muito feliz com isso, por considerar que essas contribuições diversas, em diferentes empresas no Brasil, fizeram a diferença para ela se tornar um destaque em sua carreira.

Para ela, não existe profissional formado, e sim, eternos formandos. Ela destaca que se pergunta sempre: “O que me tira da zona de conforto? “O que eu gostaria de aprender?”. Essas questões são muito importantes para qualquer profissional.

Ela pontua que estudou muito sobre a internet das coisas, o que teve grande relevância para sua carreira, e fez isso dentro do LinkedIn. Como usuária dessa rede social, ela começou a se conectar com diferentes pessoas através do tópico internet das coisas.

E, buscou compreender o que a internet das coisas poderia trazer ao mundo, e com isso, ao compartilhar conhecimento no LinkedIn, ela foi convidada através do LinkedIn para uma posição privilegiada, para gerenciar a área de serviços dentro da Schneider Electric.

Foi quando ela percebeu o potencial do LinkedIn que ela ainda não conhecia. E foi através do LinkedIn que ela recebeu o convite para trabalhar nessa plataforma, como presidente do LinkedIn no Brasil, dentro da Soluções de Talentos. Ela é hoje responsável por toda a interação dentro do LinkedIn.

Flávio, fundador do Vamos Subir, considera a Ana Plihal como uma pessoa de perfil completo, o que lhe permite atuar em diferentes áreas. Ter essa visão generalista, lhe permite, atualmente estar em sintonia com o mercado, não conhecendo somente de uma coisa, pois vivemos numa era em que é preciso atuar em diferentes áreas.

E, esse tipo de profissional tem se tornado cada vez mais importante para as organizações.

É importante testar e trazer diferentes perspectivas para seu repertório, complementa Flávio. Muita gente ainda acha que o LinkedIn é uma rede social para você encontrar um emprego. E quando se encontra um emprego a pessoa se desconecta do LinkedIn. E não é isso, que será visto neste conteúdo.

Em seguida, há algumas perguntas que foram feitas para Ana Plihal.

Quais são as diferentes formas de se usar o LinkedIn em todo seu potencial? E seria somente para encontrar um emprego e não usar mais?

Ana destaca que o LinkedIn não é somente para quem busca emprego. Ele é uma rede social, mas de natureza profissional e oferece outras oportunidades.

No Brasil, o LinkedIn possui um alto nível de engajamento. E por que o engajamento é importante? Esse engajamento é medido pelo volume e valor do conteúdo que é compartilhado na rede. Assim, como trocar ideias, trazer uma novidade, comentar em post… Tudo isso é muito importante para o usuário do LinkedIn.

Então, o LinkedIn, primeiramente, é usado pelos brasileiros para produzir conteúdo de qualidade, também para consumir o mesmo.

Hoje, 92% dos usuários que entram diariamente na plataforma, fazem isso para se conectar profissionalmente com outros profissionais. Então, para quem está começando na carreira, é preciso identificar um profissional que a gente gostaria de se relacionar, ou seja, buscar essa conexão.

Porque o grande interesse nessa relação, é compartilhar, consumir das suas produções e identificar como elas vão nos agregar enquanto profissionais.

O segundo objetivo para o qual as pessoas entram no LinkedIn, é para o autodesenvolvimento, na busca de informação atualizada.

Ana como está no LinkedIn e conhece seu algoritmo, diz que enquanto esteve no LinkedIn como usuária, ela buscou entender como as pessoas viam o potencial e a aplicação da internet das coisas. E isso, foi importante para ela aprender novos jargões, a entender como as empresas estavam, se era algo muito do futuro ou se era algo que elas precisavam.

E, hoje, ela vê muito a transformação digital dentro da plataforma.

O terceiro objetivo para as pessoas entrarem no LinkedIn, é porque as pessoas estão em busca de oportunidades de trabalho, seja porque estão desempregadas ou buscando uma mudança de função.

Para Flávio, talvez encontrar um emprego no LinkedIn é uma consequência do quanto você gera de conteúdo ou o quanto você consome de conteúdo. O LinkedIn é uma rede social onde se cria relacionamento e muitas oportunidades saem do LinkedIn. Networking não é somente o ato de adicionar pessoas numa rede social, a preocupação tem que ser em agregar valor para nossa rede de relacionamentos.

E, agregar valor é sobre o que faz sentido para essa rede social, por exemplo: “se lemos uma matéria importante, por que não pegar essa matéria e compartilhar no chat”? É como se fosse assim: “Ana, vi essa matéria e me lembrei de você”.

Com isso, ao agregar valor, a gente fortalece nosso networking, e com certeza, em algum momento a pessoa vai se lembrar de você.

Flávio aconselha; “levante uma bandeira que você acredita. Se você acredita em um trabalho remoto, por que você não escreve sobre isso?” “Se você acredita em diversidade, vai falar sobre isso” … assim, certeza você será muito mais bem visto!

Para Ana, isso faz todo sentido. É o que chamamos de “reputação digital profissional”. O LinkedIn é isso: não é somente seu perfil puro e simples, mas é muito mais seu engajamento e como você se comporta. E, quando se fala em levantar uma bandeira, escolha sua bandeira, mas que ela seja de fato a sua bandeira.

O LinkedIn não é uma rede quantitativa, ela é uma rede qualitativa, então vale mais a pena você ter poucas conexões, mas que sejam relevantes para o seu momento de carreira, do que ter muitas simples conexões.

Em algum momento na carreira de Ana, fazer contatos com a rede de tecnologia foi muito importante, mas ela teve que reinventar toda sua rede e buscar outras referências, como na área de energia. E, é preciso ter objetivos e ser legítimo, isso tem que sair do coração, segundo ela. Não é porque a plataforma é digital, que a gente não percebe quem está por trás.

Vivemos numa era mais digital conectada, e muitas profissões e tarefas vêm sendo substituídas por máquinas, inteligência artificial etc. E o que o profissional do futuro deve ter?

Toda profissão relacionada às operações, elas vêm sendo menos relevantes; seja um operador de call center ou um operador de câmera de vídeo, um motorista etc. Estes profissionais estão sendo substituídos. Tudo que é muito repetitivo tem sido substituído. Mas, mais do que ser eliminadas, há as profissões que se transformam.

Se você pega um momento, o da pandemia, por exemplo, a Telemedicina vem sendo discutida há anos, e de repente, a gente teve liberação de algumas práticas na Telemedicina, beneficiando muita gente.

Então, existe muito dessa transformação, e por isso, novamente, temos que ser eternos profissionais formandos, porque as coisas vão se transformando e temos que estar atentos a toda essa transformação.

Sobre as habilidades e profissões do futuro, e sobre a pesquisa nessa área que o LinkedIn fez, nos conte um pouco?

Ana diz que as habilidades comportamentais vêm prevalecendo muito fortemente desde 2018, e isso se reforça em 2020, mas muda um pouco. E, observa-se que dentre as vagas oferecidas no mercado, atualmente, o perfil delas tem se voltado para posições de linha de frente, como é chamado. Então, áreas como a logística e abastecimento, assim como operações na área da saúde, sofreram mudanças.

Há um grande destaque para os profissionais, como:

  • o representante de vendas, ele por mais que tenha um perfil técnico, a habilidade comportamental de empatia e entendimento do cliente e posicionamento, são super fortes em seu perfil. Ele continua sendo um representante de vendas, mas de perfil mais consultivo.

Outro profissional que vem sendo destaque:

  • o especialista em sucesso do cliente. A empresa vem se movendo cada vez mais, não para a venda transacional do produto, mas muito mais na criação de uma relação com o cliente.

Então, se fulano ficou satisfeito na experiência ao usar o LinkedIn, isso é muito mais importante do que fechar um contrato com ele.  A ideia é manter esse cliente na empresa, portanto, isso passa a ser muito mais importante. Por isso, é preciso parar e ouvir o cliente para juntos, encontrarem uma solução.

Não se pode esquecer que com toda essa transformação digital que estamos vivendo, que o grande diferencial está para a capacidade de comunicação e de escutar: são pessoas que conseguem ouvir o cliente, para juntos encontrarem uma solução.

Não podemos esquecer que dentre as 15 oportunidades que surgem, 9 são na área de tecnologia. E, toda essa coleta de dados que temos atualmente, isso acaba sendo relevante na busca por melhoria de produto, quanto para melhoria de atendimento ao cliente. E quem faz isso? O cientista de dados, que consegue fazer programações e gestão do banco de dados, mas ele encontra “as pepitas de ouro” escondidas dentro do banco de informações.

  • o cientista de dados traz para o negócio as tendências ou projeções de tendências, que sem uma massa grande de dados não seria possível conseguir.

A quarta posição que se destaca:

  • os desenvolvedores javascript, que há dois ou três anos eles aparecem sempre no topo do ranking, então quem tem interesse nessa área, se torna bem relevante.

E em quinto lugar:

  • os recrutadores especializados em profissionais de tecnologia. De fato, o Brasil vive um blackout de profissionais de desenvolvimento, principalmente, você saber contratar aquele desenvolvedor, que ainda comunga da mesma visão e propósito da empresa, isso é um grande desafio. Assim, os recrutadores especializados em profissionais de tecnologia tiveram uma oferta de posição, de forma crescente.

Então são essas as cinco profissões para você estudar um pouco a respeito.

Qual o perfil no LinkedIn para que eu seja bem visto, tenha uma boa reputação e sejamos uma boa opção para os recrutadores?

Ana diz que é importante começar com as informações básicas do perfil, por isso, inicialmente, garanta que seu perfil seja bem construído, o que significa preencher os pontos mais importantes, como: sua localização, sua formação, sua aspiração, o caminho de carreira que você queira seguir, suas habilidades, e por fim, trabalhe bem seu título.

E um ponto muito importante, diz respeito a sua foto de perfil. Se você está numa rede social profissional como o LinkedIn, vale a pena focar numa foto profissional que foque no seu rosto, que tenha fundo neutro e que transmita credibilidade enquanto profissional.

Outro ponto, no seu Resumo: destaque suas conquistas, projetos e trabalhos voluntários, então, se você dá aulas de teatro para crianças na sua comunidade, por exemplo, isso te compõe e tem um valor.

Por último, trabalhe seu Resumo, destacando suas conquistas e ambições, então, se você tem um propósito de impactar o mundo de alguma forma, conte isso no seu Resumo. Porque as empresas se conscientizaram: elas contratam pelas competências técnicas, mas demitem pelas competências comportamentais ou porque a pessoa acabou não se encaixando dentro do propósito da empresa.

Quando lemos o Resumo de perfil no LinkedIn, buscamos entender quem você é de alguma maneira, e se os princípios da pessoa coincidem com os da corporação. Isso tem sido cada vez mais importante. E, a ideia, é que esse Resumo não passe de três parágrafos.

Flávio pontua que “a carreira é nossa, ela não é da empresa ou do empregador, sendo assim, quem lidera e constrói a carreira e como ela vai acontecer, somos nós”. Pense na sua carreira como seu principal ativo.

Depois de trabalhar esses pontos, construa sua rede de contatos dentro do LinkedIn, ok?

Ana destaca que o profissional seja protagonista de seu futuro, não espere que a empresa ofereça isso, e que ele saiba onde você quer ir.

A repostagem de matéria dentro do LinkedIn é importante e ajuda a ter um perfil mais visível?

A simples repostagem não é recomendado. Mas sempre ao fazer isso, coloque a sua observação na matéria ou qual foi o seu aprendizado, isso sim faz a diferença para seu perfil.  Então, ao ver um artigo, por exemplo e se você mostra sua conclusão, isso é importante para seu perfil.

Ana recomenda ainda que se evite alguns erros dentro do LinkedIn, como ter um posicionamento violento, discriminatório ou degradante, pois isso sofre uma repercussão grande dentro da rede e do próprio algoritmo. Logo, questões políticas e de futebol, por exemplo, no LinkedIn não é apropriado para isso.

Neste conteúdo, você conferiu um resumo de uma live feita com Ana Cláudia Plihal, head de soluções de talentos para o LinkedIn no Brasil.

Ela compartilhou sua trajetória de início de carreira e dentro do LinkedIn, além de passar insights relevantes sobre um perfil campeão no LinkedIn e com mais visibilidade dentro dessa plataforma. Ela passou dicas de habilidades e perfil dos profissionais do futuro, quanto à necessidade de se posicionar para o que você quer, bem como erros a não cometer no LinkedIn.

Assista o vídeo na íntegra para melhor assimilação desse conteúdo e avance em sua carreira, acesse: http://bit.ly/LiveVS-Ana-Plihal

Até o próximo conteúdo!

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