O papel da paixão e criatividade na carreira

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O Vamos Subir, startup social que ajuda jovens no início de carreira a ter sucesso a partir de sua mudança comportamental, realizou live no último dia 20 do mês de agosto de 2020, live com Cássio Pantaleoni, presidente da SAS no Brasil.

Vale a pena você conferir esse conteúdo que vai ajudar você a acelerar sua carreira!

Confira!

Cássio Pantaleoni, inicialmente, compartilhou nessa live que começou ainda jovem a cursar Engenharia, mas abandou o curso, pois tomou gosto pela área de humanas, como a filosofia.

Sobre sua jornada profissional, ele destacou que cumpriu uma carreira técnica, que por sinal foi muito prazerosa. Ele enfatizou que foi um importante profissional na área de gestão de banco de dados.

Na sua curva de aprendizado técnico, ele ressaltou que atuou e aprendeu sobre liderança e trato com as pessoas, usufruindo de sua formação na área de humanas, e que foram fatores que o levou a posição na empresa em que está hoje.

Para ele, “somos levados por um rio” e durante isso, precisamos fazer as “paradas necessárias” para atender nossas expectativas profissionais e aproveitar essas paradas para aprender de forma contínua.

Sobre a carreira de Cássio na empresa de tecnologia

Cássio afirma que a área de tecnologia é uma área fantástica porque mexe profundamente com a questão da criatividade e a inovação, atributos essenciais para uma carreira promissora.

E, poder exercer a criatividade é muito recompensador para qualquer um. Uma vez que todos gostam de criar, de ter ideias e a gente quando encontra um espaço onde esses fatores são fomentados o tempo todo, é muito prazeroso.

Outro ponto da área da tecnologia, é que nós permanecemos como estudante a vida toda. Não existe conhecimento que você tenha adquirido que lhe garanta um futuro certo, pois não sabemos como será o futuro.

Segundo ele, quem diria que os PCs, por exemplo, iriam substituir grande parte dos mainframes, com um modelo de comunicação entre os computadores totalmente novo.

Sobre a era digital, bem como a maneira como lidamos com os dados, há que se pensar também que nas empresas de tecnologia, há essa questão de ter que estudar o tempo todo, bem como o jeito como você lida com as diferentes relações a que uma empresa de tecnologia se submete.

Na empresa não há somente relações internas, mas também as curvas de tendências, e você tem relações com as pessoas que colabora com um ecossistema.

E esse ecossistema é muito rico, pois uma empresa não sobrevive sozinha, mas há diferentes modos, por exemplo, de encaixar uma peça na outra, ou seja, com diferentes alternativas.

E isso tudo nos desafia, e todos querem ser desafiados. Para Cássio, ele tem orgulho de tudo que teve de oportunidades e naquilo que começou a se envolver.

Ele tem muito orgulho da área de tecnologia e de saber que ninguém entendia naquela época, sobre como funcionava um computador, isto é, não havia uma formação formal, e que ele tem orgulho de ter aprendido sozinho quase tudo que foi necessário, naquela época.

Ele também destacou que tem orgulho de construído relações com pessoas fantásticas, pessoas muito inteligentes e com as equipes que ele liderou.

Ele sempre soube montar sua equipe e da forma mais adequada, e também por trabalhar com pessoas que o desafiou a pensar fora da caixa, e pessoas que vêm até você com disposição para complementar ideias.

Como você enxerga a junção entre áreas de humanas e tecnologia, e sobre a necessidade de profissionais multidisciplinares?

Cássio afirma que está havendo uma transição no mundo que nem todos percebem, e grande parte dos executivos estão agora em um dilema.

Pois de repente, passamos por um momento de transformação, como se diz, de “areia movediça” que envolve a todos.

E na verdade, era muito nítido a divisão de exatas e humanas, mas hoje, temos uma convergência desses dois lados. E, isso acontece principalmente devido a revolução digital, a qual na verdade, está impondo novas demandas às pessoas e empresas, o que impactou na questão da interpretação, e começamos a ver tudo acontecendo de forma muito rápida.

Então o tempo de interpretação dessa nova realidade sofreu mudanças. Afinal, porque vamos nos dedicar a isso, se a velocidade do mundo está tão acelerada? E quando vem a questão digital, fomentada pelos dados, enfim, esse grande “corredor novo” na nossa sociedade, como um novo comportamento da sociedade, aparece como algo muito importante.

Através dos dados, usando-os, por exemplo, podemos responder a qualquer pergunta, e ocorre que, podemos convencer nosso interlocutor rapidamente. Mas aí está a questão, pois é preciso ter gente nas empresas que saiba interpretar tudo, e de forma mais ampla.

Mas vamos pensar na interpretação de tudo, quando estamos por exemplo, trabalhando com outras pessoas, é preciso entender e ter capacidade de discernimento do que está acontecendo no meio digital, pois a essência da sociedade digital é colaborativa.

E aqueles que conseguem ter essa capacidade de interpretação e deixar de lado os vieses interpretativos, que é nosso maior desafio, ou seja, nossas crenças e opiniões sobre o mundo, são os melhores.

É preciso fazer de modo mais despojado possível essa nossa interpretação, que assim teremos um insumo completamente novo.

Quando ele começou na carreira na área de tecnologia, ele sabia que a lógica era um fundamento que tinha que dominar, ou ele não seria um bom analista ou outro profissional.

Mas ele considera que na medida que você começa a desenvolver, você percebe como o fator humano é relevante. As melhores empresas que encontramos hoje, são aquelas que perceberam que o fator humano é a substância para garantir o sucesso da empresa.

Isso porque quando olhamos para o lado humano, você começa a entender como ocorrem essas transformações. Em algum momento, você estará colocado em um grupo de trabalho, e se você pensar de forma simplista, você vai ter maiores dificuldades.

Você pode até ser bem-sucedido, mas com certeza, será muito mais difícil se você não se abrir para esse lado humano.

Ele cita ainda um exemplo, o modo como as palavras são ditas é muito mais importante do que o que é dito. Escutar também o que não é dito é muito importante.

Mas isso é questão de prática, como qualquer outra situação na vida.

Sobre as habilidades do futuro, o que você considera do profissional que constantemente precisa aprender?

Cássio ressaltou que a questão da resiliência, empatia e adaptação são fundamentais, mas a forma como a gente consegue se reinventar o tempo todo, deixando de lado uma “bagagem” e testar um novo limite, isso é o diferencial. Ele gostaria de saber disso no início de sua carreira.

Mas entre todas as habilidades de um profissional, a atitude é essencial para buscar o espaço que você precisa, inclusive para você se reinventar. O que é difícil, devido nossas crenças e valores.

Ele se ver entre as novas gerações (como geração Z, por exemplo) e se considera parte dessas novas gerações, com capacidade de buscar algo novo, de se reinventar a todo instante.

E, para isso, precisamos estar abertos ao novo e sem medo, pois no máximo ocorre, quando a gente falha, cometemos uma falha, mas aprendemos com isso.

A evolução humana pode ser considerada como um processo de falhas. E as falhas nos mostram aquilo que não funciona. Então é isso, é preciso tentar e agir para termos evoluções.

O que muda, o que vem após a pandemia?

Temos que estar adeptos às mudanças. Descobrimos, inclusive, com essa crise que através do home office, que o ritmo e estilo de vida de antes, nem eram necessários, porque fomos capazes de estabelecer rituais novos de trabalho durante a pandemia.

Hoje, é fundamental nos adaptarmos às novas demandas. E o novo “normal” é a adaptação.

Outro ponto que merece destaque é que precisamos valorizar mais o que é relativo à natureza, à essência biológica e à nossa essência de vida em grupo. Ele cita quantas pessoas que sentem falta do calor humano, de viver em grupo, desejando por exemplo, ver o pôr do sol ou de estar na praia…

E o que a pandemia nos ensinou, é que podemos ser derrotados por coisas muito pequenas. E logo, a natureza e nós estamos integrados, por isso, temos que respeitá-la. E nossa “casa” é o mundo, assim como as pessoas, a natureza, o outro, o abraço e o sorriso.

E, é isso que nos fazem humanos e nos tornam o que somos. Por isso, a importância de nossas pequenas decisões diariamente.

Quais conselhos você daria ao jovem que está iniciando sua carreira?

O jovem em início de carreira precisa procurar o que é melhor para ele, é preciso acreditar que é possível realizar o que muitos não acreditam ser possível. É preciso em sua atuação, ter insistência e não desistir de uma ideia.

Seja também tolerante às suas ações e siga em frente quanto ao que você acredita!

E outro ponto: o grande conselho é que o jovem tenha foco e seja resistente à dor, pois aprender dói, errar dói, assim como, ser criticado, falhar, por isso, não se deixe abater e sempre aprenda com o outro.

Ter um bom líder também faz parte e é necessário. Flavio Valiati, fundador do Vamos Subir e intermediador da live, ressalta que é preciso estarmos juntos de quem nos acrescentam, de pessoas que são mais inteligentes que nós, que nos desafiam a sermos melhores e a pensar diferente. Isso é vital para nosso crescimento e desenvolvimento pessoal.

E, se você se sente confortável em aprender com os livros, isso é muito importante. Cássio conta que muito dos conhecimentos que ele tem hoje, ele conseguiu lendo. Então é preciso que se busque conhecimento em relação ao assunto que é importante para você ou para sua área profissional.

E o que todos querem é resultados, por isso, é preciso gerar resultados para sua empresa e onde você estiver.

Concluindo

Neste conteúdo você conferiu um resumo de uma live feita com Cássio Pantaleoni, country manager da SAS no Brasil.

Ele compartilhou sua trajetória de início de carreira e dentro da empresa, além de insights sobre iniciativa, tecnologia, carreira, evolução digital, competências profissionais e criatividade.

Assista o vídeo na integra para melhor assimilação desse conteúdo e avance em sua carreira, acesse http://bit.ly/LiveVS-Cassio-Pantaleoni

Até o próximo conteúdo!

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