APRENDENDO A SONHAR DESDE CEDO COM O PRESIDENTE DA MATTEL

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Gustavo Bruno iniciou sua fala na live dizendo sobre seus valores. Ele ressalta que é uma pessoa muito simples, o que para ele não é uma virtude, mas uma necessidade. Tentar transformar coisas difíceis em simples, isso transforma seu jeito de viver e de trabalhar.

Ele se considera um protagonista de sua vida, assumindo toda oportunidade que lhe derem.

Para ele, ao começar a se identificar com seu time trabalho, do que eles precisam e de suas dificuldades, você entra numa jornada no sentido de contribuir, de modo a não mandar, não decidir, mas em auxiliar o time.

Isso foi um grande aprendizado para ele. E, toda vez que ele serviu seu time, a resposta foi muito boa.

Flávio Valiati, fundador da Vamos Subir intermediou a live e fez algumas perguntas ao Gustavo Bruno relacionadas à carreira, em geral.

Para você, o que está acelerando sua carreira?

As oportunidades aparecem para todos, segundo ele, você tem que estar atento a elas e não as desperdiçar.

Para ele, ele nunca teve medo de expressar o que estava pensando. Se você acha que tem algo em sua cabeça que faça sentido, fale, exponha, essa é sua recomendação.

Ele aprendeu muito ao expor suas ideias, e quando alguém não concordava, ou dizia que não fazia sentido, ele pedia que a pessoa explicasse melhor a ideia.

Flávio Valiati complementa que não podemos ter medo de fazer perguntas, é preciso pedir a visão do outro sobre tal assunto. Isso gera muito aprendizado.

Outra atitude sua: ele tem sempre um caderno junto com ele, e sempre que ele ouve algo novo ou acha uma notícia que pode lhe agregar, ele anota. Assim, ele está estimulando seu corpo para o conteúdo, e se você faz isso, você assimila melhor o conteúdo.

Gustavo diz ainda que mais de 65% de nossa comunicação é não verbal. Então, as pessoas se expressam através de gestos, (como colocar a mão na cabeça, cruzar os braços etc). Por isso, o que deve ser feito na equipe é perguntar sobre o que pessoa não concorda ao identificar essas atitudes.

Assim, ouvindo o outro, você consegue construir uma rede de aprendizado. Por isso, é importante perguntar ao outro o que não está agradando a ele.

Flávio diz que é importante observar isso para entender a outra pessoa, ver como ela compreende a mensagem que está sendo dita, ver se você precisa adaptar algo. Isso tudo é fonte de aprendizado.

Quais são as lições de empoderamento e conexão para o jovem?

Inicialmente, o que faz a termos ou ser marcas fortes, é ter propósitos claros.

Por exemplo, pesquisas mostraram para nós que as meninas já são tolhidas a partir de 3,5 anos. A menina tem um protagonismo muito cedo.

Por exemplo, uma menina quando brinca com um Barbie cadeirante, vai para a escola e também vai brincar com uma menina cadeirante. Da mesma forma, se uma boneca tem prótese, a menina vai para a escola e brinca com uma que tem prótese.

Então, o propósito serve para vender mais? Sim. Mas quando você tem um propósito que agrega para sua comunidade, isso é muito forte.

“Os propósitos da Mattel agregam para a sociedade e isso é o que me completa. E, também me faz estar na Mattel”.

Percebemos ainda na quarentena que os pais sabem brincar e começaram a interagir mais com os filhos; eles estavam brincando mais, a Mattel percebeu então que os pais poderiam ter bons momentos na quarentena se brincasse com seu filho.

Por isso, “nosso valor está em deixar as coisas mais simples”.

Uma dúvida: fazer ou não faculdade, qual a recomendação?

Sim, fazer porque na vida não existe somente talentos, é preciso ter técnicas.

Gustavo responde dizendo e fazendo uma analogia, como ser um artilheiro se a pessoa não fez os treinos corretos?

Flávio complementa dizendo que é preciso fazer uma faculdade. É o caminho mais seguro, e se você entende que não é talentoso para algo, é preciso fazer sim. “Estude mais, se esforce mais que todo mundo, com certeza, você terá mais resultados que a média”.

Como fazer decisões de troca de carreira ou empresa, o que levar em conta?

Gustavo avalia três aspectos para isso: o primeiro é sobre quem será seu chefe, pois ele precisa aprender, e isso faz sentido se seu chefe tem algo a ensinar para ele.

Segundo ponto: qual o propósito da empresa? Ele não trabalharia, por exemplo, numa empresa de cigarro, pois é fora do que ele valoriza como pessoa e profissional.

Terceiro ponto: é sobre o ambiente de trabalho, pois o clima organizacional é muito importante, ele precisa se sentir bem para também chegar em casa bem.

Alguns conselhos que sejam importantes deixar para os espectadores?

Se quiserem, por exemplo, ler um livro chamado Antifrágil, ele aborda que o caos fortalece o indivíduo.

Tenho quatro regras que aprendi ao longo da minha carreira, diz Gustavo.

Um ponto é a auto organização, você não decide nada, você somente influencia outras pessoas.

Outro aspecto: entropia, tudo tem uma tendência de gerar resultados e cair, então é preciso monitorar para deixar tudo positivo.

Depois disso, a interconectividade: pois, por exemplo, o porteiro do seu prédio pode conhecer seu chefe, então, trate bem a ele, e a todos, até pelos seus valores.

Por último: positivismo, dê sempre o primeiro passo, pense positivo e tenha uma espiritualidade legal.

E, se tudo der errado, recomece. Muita gente que ele conheceu, essas pessoas recomeçaram ao mesmo três vezes na vida.

Concluindo

Neste conteúdo, você conferiu um resumo de uma live feita com Gustavo Bruno, presidente da Mattel.

Ele compartilhou sua trajetória de início de carreira e sobre valores, sonhos, aspirações, dicas de carreira, de como agregar junto a quem está ao seu lado, competências mais valorizadas, futuro e muito mais!

Assista o vídeo na íntegra para melhor assimilação desse conteúdo e tenha uma carreira de conquistas, acesse: Live no YouTube

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Gustavo Bruno é formado em Engenharia e com algumas especializações no exterior, e tem 15 anos de experiência na área.

Hoje, ele é o presidente mais novo da Mattel, de duas Unidades de negócios. Ele começou a trabalhar na Unilever como trainee. Ele foi, depois disso, o diretor de vendas mais novo da história na Ferrero. E, com 32 anos de idade, foi nomeado diretor de vendas no Brasil dessa empresa italiana.

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